Stone quebra silêncio e busca protagonismo em oferta pela Linx


A Stone resolveu quebrar o silêncio e falar sobre sua proposta de aquisição da Linx. Ontem, as companhias anunciaram ajustes nas condições da operação. A oferta aos investidores aumentou em cerca de 210 milhões de reais, passando de 6,04 bilhões de reais para 6,25 bilhões de reais. A parcela em dinheiro subiu de 5,44 bilhões de reais para 5,65 bilhões de reais.


Além disso, as empresas escolheram atacar o ponto mais sensível do negócio: os acordos com os sócios fundadores da Linx, que detêm 14% da empresa — Nércio Fernandes, Alon Dayan e, principalmente, Alberto Menache, presidente da empresa de software.


Considerando todos os pagamentos ao trio, o valor adicional caiu de 315 milhões de reais para 190 milhões de reais. Em longa entrevista ao EXAME IN, Thiago Piau, presidente da Stone, explicou que a decisão de revisão dos termos partiu da Stone, mas foi prontamente aceita pelos sócios da Linx. A definição ocorreu após diversos contatos da Stone com a base de acionistas da Linx. “Não podíamos fazer esse diálogo antes do acordo ser anunciado”, afirma.


“Decidimos viver uma vida em harmonia com nossos investidores e com quem fazemos negócios. São valores que perseguimos na nossa organização. Nos colocamos à disposição de ouvir as críticas, de peito aberto. Queremos que os investidores da Linx sejam nossos acionistas e decidimos fazer acomodações para que eles fiquem mais confortáveis”, afirma Piau, logo no começo da conversa, quando questionado sobre os motivos das alterações.


Com isso, a Stone, que estava silenciosa no processo, está claramente buscando um papel de protagonista na tentativa de melhorar a receptividade e a imagem da transação — e dela própria. A compra da Linx depende de a Stone ter habilidade de convencer os acionistas da companhia de software. Embora uma aquisição, o negócio foi estruturado na forma de uma incorporação e depende de aval da maioria do capital em assembleia. O trio tem as chaves da empresa, donos da maioria do conselho e da presidência executiva, mas não possui controle majoritário para vender.


Ninguém fica


Piau aponta que, nos termos renegociados, os contratos de não competição ficaram em parcelas anuais próximas ao que é a remuneração de cada um, com destaque para Menache — que tinha o acordo considerado mais controverso. Para a Stone é incorreto ler os documentos como um pacote em termos absolutos. Trata-se de um compromisso de parte a parte durante cinco anos. No caso de Menache, o valor ficou em torno de 19 milhões ao ano, pelo compromisso de não competir. Em todos os casos o prazo subiu de três para cinco anos. “Sempre quisemos cinco anos. Aproveitamos o cenário para buscar isso.”


Já o contrato de trabalho de Menache com a Stone sofreu uma drástica modificação. Antes, ele receberia cerca de 90 milhões de reais, sendo 15 milhões em salários e mais de 71 milhões de reais em ações da Stone, para ficar por três anos na operação. Após a revisão, terá um contrato de um ano, com valor de 5 milhões de reais, com foco nos esforços de integração.


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