Promessa de novo round: Eneva leva ao BNDES plano de incorporar Tietê


A tão aguardada nova proposta da Eneva pela AES Tietê chegou. Veio igual, mas diferente à tentativa frustrada apresentada em março. A intenção continua sendo incorporar a AES Tietê, como forma de transformar os acionistas minoritários da companhia em aliados no processo. Mas os valores mudaram. A nova oferta avaliou a Tietê em 7,5 bilhões de reais, 14% mais do que a anterior. Só que agora uma fatia menor será paga em dinheiro — 727,9 milhões de reais, ante 2,75 bilhões de reais da primeira versão. A parcela a ser oferecida em ações da Eneva subiu.


Está em pauta a formação da segunda maior geradora de energia privada do Brasil, com capacidade de 6.100 megawatts, e receita anual superior a 5 bilhões de reais — sem considerar os projetos em andamento em cada uma das empresas.


A oferta para todos os acionistas ainda não é oficial. Primeiro, a Eneva apresentou sua proposta ao BNDES, dentro do processo de venda da participação do banco de 28,3% do capital total da AES Tietê. Somente se a instituição de fomento disser que tem interesse de vender dentro da incorporação é que então a Eneva levará sua oferta à administração da Tietê.


“O mundo em que fizemos a oferta anterior era um e agora é outro”, afirma Marcelo Habibe, diretor financeiro da Eneva, referindo-se à pandemia e o atual cenário de maior custo de crédito. Mas, dessa vez, a companhia já está preparada para não sofrer questionamentos a respeito de sua capacidade financeira para o pagamento. “Temos 2,5 bilhões de reais em caixa”, diz o executivo ao EXAME IN. A Eneva fez duas emissões de debêntures desde que lançou a proposta anterior, uma de 490 milhões de reais e outra de 650 milhões de reais.


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