O que fazer até o final do ano para reduzir seu Imposto de Renda?


Além de servir para o planejamento da sua aposentadoria, o investimento em Previdência Privada também é útil para reduzir o Imposto de Renda. Assim, ele ajuda no planejamento tributário e pode resultar em uma grande economia para quem o inclui na carteira.


A alternativa é uma possibilidade para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda e tem (ou pensa em ter) um plano de Previdência PGBL. Ainda dá tempo de fazer aportes no plano previdenciário até o final do ano e aproveitar as vantagens que a modalidade oferece ao investidor.


Neste artigo, você entenderá o que fazer para reduzir seu IR até dezembro. Confira!


O que é a redução do Imposto de Renda por meio da Previdência?


Com o fim do ano se aproximando, os investidores têm uma oportunidade para pensar na aposentadoria e, ao mesmo tempo, economizar no Imposto de Renda.


Para quem ainda não sabe, as aplicações em fundos de Previdência Privada do tipo PGBL podem ser dedutíveis na declaração do Imposto de Renda do ano que vem. O limite é de 12% dos rendimentos tributáveis.


Para ser válida na declaração de 2021, a aplicação em Previdência precisa ser realizada até o próximo dia 30 de dezembro. Como os aportes levam alguns dias para serem processados, é importante ter bastante atenção aos prazos, especialmente no fim do ano.


Além disso, uma condição para deduzir as aplicações do Imposto de Renda é contribuir para o INSS. Também são válidas contribuições para outros regimes de Previdência Social. Depois, basta saber quanto aportou na Previdência Privada e utilizar na sua declaração do ano que vem.


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Quais planos estão elegíveis?


Quem quer usar a Previdência Privada no final do ano para pagar menos Imposto de Renda precisa optar pelo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). Esse tipo de plano é o mais indicado para os investidores que costumam fazer a declaração completa do IR e que contribuem com o INSS.


É nele que o investidor tem a opção de deduzir do IR o que investiu durante o ano em sua Previdência Privada. Como você viu, a dedução é limitada a 12% da renda anual bruta do investidor, para efeitos de tributação do Imposto de Renda.


Para obter a economia fiscal, é imprescindível que o investidor faça a declaração do Imposto de Renda pelo formulário completo. Isso acontece porque o desconto do modelo simplificado, de 20%, já é maior que os 12% que é possível deduzir a título de PGBL.


Outro fator que você deve conhecer sobre a dedução é que não é possível fazer o abatimento dos aportes na Previdência PGBL no futuro. Só podem entrar no cálculo do imposto os investimentos feitos no ano base.


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Como funciona o plano PGBL?


Os investidores que desejam aproveitar a dedução do imposto precisam conhecer o funcionamento da Previdência Privada do tipo PGBL. Há um detalhe importante de considerar sobre a cobrança de IR nos resgates de usufruto.


No momento de incidência do Imposto de Renda sobre o valor resgatado no plano, o cálculo será feito sobre todo o valor acumulado no período. Ou seja, tanto os rendimentos quanto o montante aportado.


Acerca da cobrança de Imposto de Renda no usufruto, também é válido saber qual alíquota é aplicada. Nesse caso, o plano pode ter regime de tributação regressivo ou progressivo. Cabe ao investidor escolher um deles no momento de contratar o plano.


Para isso, vale a pena ponderar fatores como renda, existência de reserva de emergência e tempo de aplicação. A tabela regressiva do Imposto de Renda começa em 35% e reduz 5 pontos percentuais a cada dois anos que o dinheiro fica aplicado (até alíquota mínima de 10%).


Já na tabela progressiva, os saques são considerados rendas tributáveis, da mesma forma que salários, férias e aluguéis. Nesse caso, se aplica a mesma tabela do imposto sobre renda anual. Ou seja, quanto maior sua renda no usufruto, maior será o IR da tabela progressiva.


O que fazer até final do ano para reduzir o IR?


Agora que você entendeu o que é a redução do Imposto de Renda por meio do plano de Previdência PGBL, pode analisar se fazer os aportes faz sentido para a sua carteira. Para isso, é importante respeitar seu perfil e seus objetivos.


A seguir, veja o que pode ser usado como estratégia para economizar:


Investidor que já tem Previdência Privada


Quem já possui uma Previdência Privada na modalidade PGBL e ainda não fez os aportes até o limite de 12% da sua renda bruta, pode considerar interessante incrementar os investimentos no plano previdenciário até dezembro.


O objetivo é completar o limite dos 12% e usar o benefício fiscal em sua totalidade no ano que vem. Imagine que um investidor com plano de Previdência PGBL e renda anual de R$ 150 mil tenha contribuído com R$ 10 mil ao longo do ano.


Como ele tem direito de deduzir 12% da base de cálculo do Imposto de Renda, ainda existe um saldo de R$ 8 mil que pode ser utilizado para abatimento. Assim, ele consegue alcançar o montante de R$ 18 mil em deduções.


Nesse caso, o investidor pode optar por fazer aportes maiores até o fim do mês de dezembro para atingir o percentual de 12% da sua renda bruta anual. Isso permite fazer uso integral do benefício fiscal no próximo ano.


Portanto, esse é o melhor momento para realizar investimentos mais significativos na Previdência Privada PGBL e aproveitar suas vantagens tributárias, pagando menos impostos ao Leão. Assim, além de economizar com imposto, você aumenta seu patrimônio investido.


Investidor que não tem Previdência Privada


Se você ainda não tem um plano de Previdência Privada PGBL, não se preocupe. Ainda dá tempo de usufruir dos benefícios fiscais. Para isso, é necessário fazer um plano na modalidade PGBL e realizar aportes até o final do ano.


Dessa forma, você poderá aproveitar as deduções na base de cálculos do Imposto de Renda ainda no próximo ano. É uma forma de pagar menos impostos e começar a construção do seu patrimônio para aposentadoria.


Agora, você sabe como reduzir o Imposto de Renda por meio de contribuições à Previdência Privada PGBL. Lembre-se de que também é possível economizar utilizando outras despesas dedutíveis. Por exemplo, com educação, saúde, pensão alimentícia e doações.


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