Mercado de Ações: o que é, como funciona, como investir e vantagens

Investir no mercado de ações não é privilégio de poucos. Se você quer alcançar maiores rentabilidades, basta ampliar seu conhecimento para conhecer melhor o mundo da renda variável.


Mesmo para iniciantes, o mercado de ações possui grandes oportunidades. Mas, é claro, é preciso que esse tipo de operação atenda ao seu perfil de investidor e aos seus objetivos financeiros, como acontece com qualquer aplicação financeira.


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Você vai conferir neste texto, como funciona o mercado de ações, quais são as vantagens, riscos, custos envolvidos e possibilidades fazer seu dinheiro render.


Mas antes de explicar o mercado de ações, é preciso estar ciente sobre o próprio conceito do que é uma ação.


Interessado em saber o que é mercado de ações no Brasil e como fazer para investir nele?

Então, siga a leitura!


O que é mercado de ações?


O mercado de ações é o ambiente no qual empresas de capital aberto negociam frações de seu patrimônio. Em geral, as operações de compra e venda acontecem em uma bolsa de valores, mas também podem ocorrer em mercados de balcão.


Você já deve ter visto no noticiário como o mercado financeiro e o mercado de capitais se movimentam. Mudanças políticas, econômicas e em grandes empresas – sejam no Brasil ou em outros países com influência global, provocam reações na bolsa de valores.


No Brasil, o mercado de renda variável está ganhando cada vez mais espaço, em um ambiente que era dominado pela segurança das aplicações em renda fixa.


O medo de investir na Bolsa parece estar passando e cada vez mais pessoas buscam entender como funciona a dinâmica deste mercado.


Existem muitos altos e baixos, mas, na prática, com conhecimento e estratégia é possível buscar boas rentabilidades e manter o risco controlado.


São muitos os mitos e ideias equivocadas sobre o mercado de ações que ainda estão na mente do público em geral. Mas, ao entender sobre o seu funcionamento, fica mais fácil dar o destino certo ao seu dinheiro.


Como funciona o mercado de ações?


Uma forma de entender a dinâmica do mercado de ações de forma simples, é comparando-o a uma feira. No entanto, em vez de mercadorias, as empresas disponibilizam suas ações, também chamadas de “papéis”Ou seja, negociam uma pequena fração do seu patrimônio.


Assim, quanto maior o interesse dos compradores, mais dinheiro elas podem arrecadar e mais seu valor de mercado aumenta.


Ao comprar um lote de ações de uma empresa, o investidor acredita que aqueles papéis irão se valorizar e que, dessa forma, irá obter lucratividade, vendendo a um preço maior do que comprou.


Essa negociação acontece em sua maioria na bolsa de valores, que no caso Brasil, ocorre na B3.


Oscilação de preço


É interessante observar que os valores das ações mudam a todo momento dado sua alta liquidez, sendo definidos pelas transações (compra e venda) que estão ocorrendo durante o pregão.


Por este motivo, investir no mercado acionário é recomendado para aquele investidor que não seja totalmente conservador, pois ele terá que lidar com uma série de oscilações.


Ter controle emocional é fundamental para tomar as melhores decisões.


Atuação do acionista


Ao comprar ações de uma empresa você se torna um acionista. Dependendo do tamanho da participação adquirida, você não precisará participar de decisões sobre a gestão da empresa, nem terá dívidas em caso de falência.


Isso evita que o risco que já é inerente ao investimento ultrapasse os seus próprios limites.


Leia também: TOP 10 ações para AGOSTO | As melhores oportunidades | PETR4? OIBR3? LAME4?


Objetivos do mercado de ações


Embora o investidor possa perder ou ganhar muito dinheiro no mercado de ações, como já destacamos, o seu objetivo não está relacionado a essa volatilidade, salvo para aqueles investidores que busquem retornos em operações de curtíssimo prazo, como day trade (operações que começam e terminam no mesmo dia) e swing trade (operações que duram apenas alguns dias).


A compra e venda de ações cumpre funções diferentes para a economia, para as empresas de capital aberto e para os próprios investidores.

Vamos entender melhor?


Para a empresa


A empresa pode realizar uma oferta primária de ações ou IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial), em busca de se capitalizar, buscando recursos para realizar novos investimentos e expandir sua atuação ou até mesmo abater dívidas e melhorar a sua saúde financeira.


Assim, a companhia cria as condições para crescer, produzir mais, gerar renda e assim tornar-se mais atrativa para investidores.


É um ciclo virtuoso.


Para os investidores


O mercado de ações possibilita que o investidor obtenha o melhor de um negócio – lucro e rentabilidade – sem participar da burocracia – administração e gestão.


Para a economia


Como explicamos no início, a repercussão de uma decisão econômica se reflete nas ações e na bolsa de valores de uma maneira geral.


Ao analisar os movimentos de compra e venda das ações das empresas mais importantes, existe uma correlação com a evolução com o crescimento da economia de um país


Se as principais empresas vão mal, esse é um indicativo que se transfere ao país como um todo. O mesmo acontece quando elas vão bem.


Como investir em ações


Há, basicamente, três formas diferentes de você investir em ações: por fundos, ETFs (Exchange Traded Funds – os Fundos de Investimento em Índice de Mercado) ou individualmente, montando a própria carteira.


Vamos saber mais sobre elas?


Fundo de ações


Os fundos de ações representam uma das portas de entrada para esse mercado.


Vários investidores (cotistas) reúnem sua verba e delegam a administração das aplicações a um gestor.


É uma forma de investimento que permite a aplicação do seu dinheiro em diferentes empresas.


Neste caso, a verba dos cotistas é destinada especialmente a negociações na bolsa de valores (pelo menos 67% dos seus ativos devem ser ações).


Os investidores que aplicam nesses fundos têm por objetivo diversificar sua carteira para ficarem menos suscetíveis às variações de preços de ações específicas, já que o gestor do fundo irá acompanhar o mercado.


Vale lembrar que, antes de realizar suas aplicações, é fundamental se informar bem sobre as regras de investimento atreladas ao fundo.


Em síntese, a principal diferença entre investir em ações e investir em um fundo de ações é que, no primeiro caso, é o cliente quem vai comprar e vender papéis específicos, administrando a própria carteira de investimentos.


Leia também: Fundos de Ações: o que são, como funcionam e como investir


ETFS


As Exchange Traded Funds (ETFs) são Fundos de Investimento em um índice teórico de mercado.


Por meio delas, o interessado pode comprar uma variedade maior de papéis de uma só vez, pois ao adquirir uma cota, é como se o investidor comprasse uma fração de um índice que compõe diversas ações


É o caso de BOVA11, por exemplo, que replica o Ibovespa, aquele índice que reúne as ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3.


Essa é uma maneira de diversificar a carteira e ter uma posição direcional, acreditando na alta generalizada da bolsa de valores – visto que o índice serve como um termômetro.



Investindo diretamente em ações


Ao investir diretamente em ações, você é responsável por escolher em quais papéis vai investir e a quantidade que quer adquirir. A operação é feita pelo home broker da corretora ou banco que você tem conta.


Vantagens de investir em ações


O investimento no mercado de ações tem importantes vantagens, em especial no cenário de longo prazo.


Entre elas, estão:

  • O potencial de rentabilidade do mercado (muito maior se comparado à renda fixa);

  • A possibilidade de diversificação da carteira de negócios (oportunidade do investidor ter a exposição em empresas de diferentes setores).


Quanto à tributação, vale um destaque à parte.


Aqueles que investem em renda variável por conta própria e não por fundos, por exemplo, estão livres do Imposto de Renda no caso de lucros de até R$ 20 mil em ações em um mês.


Riscos


Conhecendo bem as opções do mercado de ações, é preciso estar atento à questão do risco.


Investir em ações na bolsa de valores, apesar da crescente popularidade entre os investidores, exige disciplina e estratégia. Afinal, há chance de ganhos vantajosos, mas também de perdas consideráveis.


E esses movimentos são difíceis, ou melhor, impossíveis de prever com precisão.


Por isso, antes de se aventurar no mercado de ações é essencial avaliar o contexto econômico, o histórico da empresa e o desempenho dela na bolsa de valores (mesmo sabendo que resultado positivo no passado não garante lucros futuros).


Tudo isso é importante para atenuar as chances de erro, mas ainda assim, é possível ser surpreendido.


Nossa dica é contar com apoio profissional e acompanhar recomendações de especialistas na hora de investir.


Custos


Quais os custos de investir no mercado de ações?


Não há uma resposta exata. O ideal é que você sempre consulte seu assessor de investimentos sobre os custos envolvidos, afinal, cada corretora segue uma política de cobrança.


Ainda assim, vamos listar a seguir alguns custos que você pode ter que arcar ao investir em ações.

  • Taxa de corretagem: valor cobrado pelas corretoras pelo acesso ao mercado. Dependendo da corretora, pode ser uma porcentagem da operação realizada ou um valor fixo.

  • Taxa de custódia: valor mensal cobrado pela guarda das ações pela BM&FBOVESPA e pelos serviços oferecidos pela corretora, que pode ou não ser cobrado pela instituição que você tem conta.

  • Emolumentos: taxa cobrada pela B3, que representa um valor percentual sobre o total do volume negociado.

  • Imposto de Renda: caso as vendas de ações sejam inferiores a R$ 20 mil dentro de um mês, ainda que o cliente tenha obtido lucro na operação, este não será tributado no Imposto de Renda. Ou seja: o lucro é isento. Para operações de maior valor, a alíquota sobre a valorização é de 15%– ainda vantajosa se comparada com outros investimentos em renda fixa.


Acesse nossa página completa de custos para mais informações.


Dicas para quem está começando


Buscar conhecimento é uma etapa importante para quem quer entrar de vez no mercado de ações.


Tradicionalmente, para a grande maioria dos brasileiros, a caderneta de poupança ainda representa o principal entendimento quando o assunto é finanças e investimentos.


Só que ela ficou muito para trás e vem perdendo até mesmo para a inflação nos últimos anos. Além disso, com a queda da Taxa Selic para menos de 2,5% ao ano, a poupança se torna ainda menos atrativa.


Para investir em ações, não é necessário nenhum título acadêmico importante, mas é recomendável que o interessado estude sobre o mundo em que está se aventurando.


Em nosso canal do YouTube, área de análises de ações e também aqui no blog, disponibilizamos mais informações sobre como comprar ações em nosso Home Broker, tipos de operações que podem ser feitas e carteiras recomendadas gratuitas, que você pode acessar quando quiser.


Buscar conhecimento é uma das principais chaves para o sucesso no mercado de ações.


Invista com o BTG Pactual digital


Despertou interesse pelo mercado de ações ou ainda acha que deve ficar mais tempo apostando em títulos de renda fixa?


Seja qual for a sua escolha, para quem quer investir e não sabe bem por onde começar, a dica é ter nessa hora o apoio de uma instituição financeira sólida, como o BTG Pactual digital.


Esse é um banco de investimentos conhecido por oferecer opções de investimento com retornos atrativos, muitas aplicações em renda fixa e uma excelente assistência para os

investidores.


Veja só como é muito fácil abrir a sua conta:


1. Baixe o aplicativo BTG Pactual digital


O app está disponível nas lojas de aplicativo. É só baixar, clicar em “Abrir conta” e preencher os dados solicitados. Você também vai precisar enviar uma foto do seu RG, comprovante de residência e uma selfie – exigências do Banco Central. Depois disso, é só aguardar o retorno por e-mail.


2. Descubra seu perfil de investidor


Depois de responder um questionário bem simples e curtinho, você vai desvendar qual é o seu perfil de investidor, uma informação que o ajudará a garantir se as ações são um bom destino para seu dinheiro.


3. Transfira o valor que vai investir


Transfira o dinheiro de sua conta bancária para sua conta do BTG Pactual digital para poder fazer suas aplicações.


4. Consulte um assessor


Assim que você fizer o cadastro e tiver seu perfil em mãos, poderá consultar um assessor, que o auxiliará a definir melhor os seus primeiros passos em investimentos, ao te mostrar aplicações adequadas ao seu perfil e que irão facilitar a sua escolha.


5. Acompanhe seus resultados


Depois de fazer suas primeiras aplicações, você poderá monitorar suas posições em fundos e aplicações e suas rentabilidades no site do BTG Pactual digital e no aplicativo. Tudo de forma simples e ágil.


Conclusão


Se o quesito principal a ser avaliado for rentabilidade, o investimento no mercado de ações pode valer muito a pena.


Claro, o risco também é mais elevado se fizermos qualquer comparação.


Por isso, antes de aplicar no mercado de ações, é preciso buscar muita informação sobre o seu funcionamento.


A formação de uma carteira de investimentos contempla aplicações de diferentes tipos, da renda fixa ao mercado de renda variável, sempre considerando o seu perfil de investidor.


Então, mesmo que o seu perfil de investimento seja mais arrojado, é bom começar aos poucos e sempre preservar uma parte dos recursos em investimentos de menor risco.


Com uma boa estratégia e atenção aos acontecimentos e movimentos do mercado, é possível sim rentabilizar de forma eficiente e muito duradoura suas economias.



O conteúdo disposto neste artigo foi originalmente publicado no blog do BTG Pactual Digital, sendo toda a responsabilidade, direitos autorais e crédito devido a seus autores.