Linx: futuro da oferta da Totvs nas mãos de apenas dois conselheiros


O conselho de administração da Linx vai avaliar a proposta da Totvs e qualquer outra que vier, concorrente à da Stone — havia rumores na sexta-feira de que a Rede, a companhia de maquininhas do Itaú, que já tem um importante contrato comercial com a empresa, poderia entrar na disputa ao longo deste fim de semana. Até agora, nada. Mas, por conselho, entenda-se que a decisão e a opinião serão dos dois únicos membros classificados como independentes: João Cox e Roger de Barbosa Ingold. O conselho de administração da empresa tem cinco participantes efetivos: os dois independentes citados mais os três fundadores Nércio Fernandes, como presidente do colegiado, Alon Dayan e Alberto Menache, que é vice-presidente do coletivo. O trio de sócios receberá um prêmio de 30% a mais na oferta da Stone, na forma de uma indenização pela proibição de competirem com a atividade por 3 anos.


A Linx terminou a sexta-feira avaliada em 6,3 bilhões de reais, acima de ambas as ofertas conhecidas, com a aposta dos investidores em uma disputa com novos lances — seja dos mesmos interessados ou de novos. A ação fechou a sexta-feira cotada a 36,01 reais, após valorização de 12,6% — em uma semana na qual acumulava ganho superior a 19%, até quinta-feira.


Conforme o EXAME IN apurou, os sócios da Linx não vão participar da avaliação da proposta da Totvs, encaminhada na sexta-feira à empresa e tornada pública ao mercado. Mas, exceto isso, tudo seguirá os ritos de governança e, se for avaliado procedente, o assunto pode sim seguir para assembleia.


A responsabilidade toda vai recair sobre Cox e Ingold, que estarão em um incômodo papel. Precisam decidir se a oferta da Totvs — que ainda não tem um protocolo de incorporação na mesa — deve ou não ser levada para apreciação dos acionistas em assembleia, uma vez que a Linx é uma companhia sem sócio majoritário e a posição dos três fundadores é de apenas 14% do capital total.


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