Inflação global não está morta, diz Hildebrand, da BlackRock


(Bloomberg) Philipp Hildebrand, vice-presidente do conselho da gestora BlackRock, disse que os mercados financeiros têm subestimado o risco de aceleração da inflação no médio prazo, especialmente porque os bancos centrais terão dificuldades para aumentar os juros, mesmo com as maiores pressões sobre os preços.


Hildebrand, que foi presidente do banco central suíço, disse que não compartilha da opinião geral de que “a inflação está morta”.


Com a dívida pública em níveis recordes na pandemia, “a decisão de começar a apertar as condições monetárias serão mais politizada”, disse em evento em Viena, porque os governos enfrentariam custos mais altos do serviço da dívida


“Será um desafio recuar da abordagem de política monetária atual, mesmo quando a inflação começar a subir”, disse em evento na holding estatal austríaca OeBAG.


A pandemia causou a pior recessão global em tempos de paz, por isso economistas e autoridades monetárias têm se concentrado principalmente nos efeitos negativos da deflação, e não na alta dos preços ao consumidor. Os principais bancos centrais globais também tiveram dificuldades para cumprir as metas de inflação na década que se seguiu à crise financeira global, apesar de injeção de trilhões de dólares em estímulos monetários.


Hildebrand disse que os novos regimes dos bancos centrais tentam, em parte, produzir cenários de inflação acima da meta. Essa tendência pode ser reforçada por pressões dos governos sobre os bancos centrais para manterem os juros baixos por um longo período.


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