‘Está na hora de a América Latina ter multinacionais campeãs’, diz Saverin


Já se passaram 16 anos desde que o brasileiro Eduardo Saverin viveu a experiência mais marcante da sua vida quando ajudou a fundar a rede social Facebook, em 2004, junto de Mark Zuckerberg – até então apenas um jovem estudante de computação que Saverin conheceu na Universidade Harvard, onde os dois estudavam.


Na época, Saverin investiu alguns milhares de dólares na empreitada em troca de uma participação de 30% no negócio e passou a ser o responsável pela gestão financeira nos primeiros anos da rede social. A experiência rendeu ao brasileiro o direito de ter 2% das ações do Facebook. Hoje o valor dos papeis é o suficiente para fazer dele uma das pessoas mais ricas do mundo com uma fortuna estimada em 14,6 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes.


Com 38 anos, Saverin tenta deixar o passado para trás e olhar para frente, agora ajudando outros empreendedores novatos a criar empresas de tecnologia, assim como ele mesmo fez com o Facebook. Desde 2009, o brasileiro vive em Singapura e fundou em 2015 a empresa de capital de risco B Capital Group, junto do sócio Raj Ganguly, outro ex-colega de Harvard.


O B Capital tem cerca de 1,4 bilhão de dólares sob gestão e captou recentemente o seu segundo fundo, de 820 milhões de dólares, em uma parceria com a consultoria Boston Consulting Group. O objetivo agora é expandir a atuação e buscar novas oportunidades de investimentos mundo afora. Até o momento, a empresa já investiu em cerca de 30 startups, a maioria sediada na Ásia, na Europa ou nos Estados Unidos, e acaba de anunciar o primeiro investimento na América Latina, na startup Yalochat, do México.


Numa rara entrevista, Saverin falou à EXAME com exclusividade sobre a sua experiência como investidor, o perfil das empresas que está procurando investir e também a sua visão sobre o mercado de tecnologia no Brasil e no mundo. “Espero não só construir empresas que são grandes no Brasil para o mercado brasileiro, mas permitir que empreendedores do Brasil, do México, da América Latina, construam negócios para o mundo”, disse ele por videoconferência, falando de Singapura. “Está na hora de a América Latina ser a criadora de grandes multinacionais campeãs.”


Saverin se diz animado em investir pela primeira vez numa empresa que têm ligações com o Brasil, um mercado que ele sempre olhou com carinho. Nascido em São Paulo, Saverin se mudou para Miami com os pais quando tinha 10 anos e cresceu nos Estados Unidos, mas sempre manteve uma ligação especial com as raízes brasileiras.


Ele evita falar do Facebook e dos anos que passou na empresa. Mas dá sua opinião sobre as críticas que as gigantes de tecnologia têm recebido nos Estados Unidos e na Europa por causa de seu poder monopólio e sua atuação para evitar o surgimento de concorrentes, impedindo a inovação. No fim de julho, Zuckerberg foi questionado sobre o tema em uma audiência no Congresso americano.


Saverin afirma à EXAME que quanto mais concorrentes houver no setor, melhor será para promover o avanço da indústria de tecnologia. Mas defende as empresas de internet, como o Facebook, dizendo que suas plataformas ajudam a promover essa concorrência e a inovação. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.


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