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Quem investe, especialmente no mercado de renda variável, precisa dedicar tempo para ampliar o conhecimento. Nesse sentido, existem inúmeros livros para investidores que desejam tomar decisões mais acertadas nos investimentos em Ações.


Um investidor que não se atualiza sobre o mercado financeiro fica mais suscetível a cometer erros de investimento. Além disso, você pode aprender a melhorar seus resultados com a experiência dos maiores investidores do mundo.


Há diversos bons livros sobre o assunto disponíveis no mercado atualmente. Dentre eles, há alguns que são leitura obrigatória para quem deseja iniciar seus investimentos na bolsa de valores.


Neste artigo, vou apresentar os 5 livros que todos os investidores em Ações devem ler. Confira!


1. O Investidor Inteligente (Benjamin Graham)

Benjamin Graham é considerado um dos maiores consultores de investimentos do século XX. Ele foi capaz de revolucionar o mercado financeiro do mundo ao atuar como investidor e acadêmico.


Graham tinha uma carreira de economista, professor e escritor. É conhecido por alguns como o pai do Value Investing (investimento em valor) e da análise fundamentalista.


Seus ensinamentos foram fundamentais para que os investidores tivessem mais sucesso nos investimentos. Inclusive, Warren Buffett, um dos maiores investidores do mundo, foi seu aluno e seguidor e ainda utiliza seus conhecimentos.


O livro “O Investidor Inteligente” não traz um modelo ou fórmula mágica para investir. A obra, que é considerada um clássico, funciona como um guia para os investidores. Ela mostra como Graham escolheu seus investimentos ao longo dos anos.


Quem deseja obter lucros a partir de análises completas de empresas e setores também pode ter a obra como um manual. Portanto, o livro é indispensável para aqueles que desejam investir em Ações.


2. Investidores Conservadores Dormem Tranquilos (Philip Fisher)

Philip Fisher foi outro dos investidores mais influentes do mundo. Ele escreveu livros e teorias que influenciaram a forma de investir de muitas pessoas que tiveram sucesso nos investimentos. A visão de Fisher na área era de longo prazo.


Seus conceitos em relação aos investimentos na bolsa de valores ainda têm grande influência no mercado. O autor se formou em economia pela Universidade de Stanford e trabalhou como analista de valores mobiliários por muitos anos.


O livro que estou indicando é uma de suas obras mais importantes. Nela, Fisher mostra como ganhar dinheiro por meio do que ele considera as quatro dimensões de um investimento:


  • a primeira inclui as características da empresa na qual o investidor pretende investir;

  • a segunda dimensão é o fator humano;

  • a terceira são as características intrínsecas à natureza do próprio negócio;

  • a quarta dimensão é a proporção entre preço e rendimento.

O leitor pode conferir informações sobre como agir e criar oportunidades para ganhar dinheiro mesmo em épocas de crise. O autor também conta a sua trajetória de vida, o início da carreira e como desenvolveu sua forma de pensar e investir.


3. O Jeito Warren Buffett de Investir (Robert G. Hagstrom)

Warren Buffet é o mais famoso investidor de todos os tempos e ainda é considerado um dos mais importantes da atualidade. É difícil encontrar investidores de Ações que não tenham ouvido falar no “oráculo de Omaha”.


Buffett se graduou em Economia e se especializou na Universidade de Columbia, com Benjamin Graham. Eles trabalharam juntos por alguns anos em um negócio de gestão de investimentos. Depois, Buffett criou a própria empresa.


O livro escrito por Hagstrom sobre o megainvestidor é uma obra atemporal que, apesar de escrita em 1990, continua atual e interessante. Afinal, ele trata das estratégias de investimento de um dos principais nomes do mercado financeiro.


A obra mostra como Buffett utiliza a análise fundamentalista em suas tomadas de decisão. Outro ponto importante da leitura é o ensinamento acerca da volatilidade do mercado. A ideia é que, conhecendo o investimento, as oscilações dos preços não devem assustar o investidor.


4. A Fórmula Mágica de Joel Greenblatt para Bater o Mercado de Ações (Joel Greenblat)

O autor Joel Greenblatt é professor da Columbia Business School e gestor de fundos de hedge. Essa sugestão é de um dos seus livros mais importantes. A obra ensina uma fórmula para bater o mercado de Ações e que traz retorno para seus investimentos a longo prazo.


No entanto, ao seguir as recomendações de Greenblatt, é importante ter disciplina e paciência. Embora fale de mágica, sabemos que no mercado é preciso aguardar que seus ganhos fiquem acima da média do mercado ao longo dos anos.


A fórmula já é conhecida por investidores de longo prazo: consiste em identificar empresas que tenham alto valor e fundamentos sólidos. Tais companhias também precisam ser negociadas a preços mais baixos no mercado.


Para identificar essas oportunidades, o autor sugere a criação de um ranking, que pode ser montado utilizando alguns índices. São eles: ROE (Retorno Sobre o Patrimônio Líquido) e o P/L, calculado pela divisão do preço de uma Ação pelo lucro líquido de cada papel.


5. O Investidor de Bom Senso (John C. Bogle)

John C. Bogle foi um dos maiores investidores dos Estados Unidos. E um dos seus objetivos de vida era reduzir os custos dos investimentos em Ações para que mais pessoas tivessem acesso a eles. Esse pensamento o levou a criar o primeiro Fundo de Índice disponível para os investidores.


A obra “O Investidor de Bom Senso” é considerada um guia clássico para atuar de forma inteligente no mercado financeiro. O autor revela no livro como ter o melhor desempenho, apresentando o que considera a estratégia mais simples e eficiente: os Fundos de Índice (ETFs).


O livro traz conselhos práticos para os investidores e diversos ensinamentos. Entre eles, Bogle mostra como construir uma carteira diversificada de baixo custo sem correr alguns riscos que existem em Ações individuais.


Ele também aponta o que acadêmicos brilhantes e investidores experientes, como Warren Buffett e Benjamin Graham, têm a dizer sobre investimentos.


Mesmo que você já invista em Ações, vale a pena aproveitar o conhecimento adicional que esses 5 livros podem oferecer para os investidores. Lembre-se que quanto mais você se preparar, maiores são as chances de obter êxito nos investimentos em renda variável!


Gostou do conteúdo? Então, complemente a sua leitura e confira as 4 dicas que preparei para você ter sucesso investindo na bolsa!


André Bona:


Com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, ensinando milhares de pessoas a investirem melhor, Bona é professor, palestrante e parceiro de conteúdo do BTG Pactual digital.



O conteúdo disposto neste artigo foi originalmente publicado no blog do BTG Pactual Digital, sendo toda a responsabilidade, direitos autorais e crédito devido a seus autores.


Começar a investir no mercado financeiro traz oportunidades, mas também impõe alguns desafios. Para o investidor iniciante, existem situações que podem induzir ao erro e comprometer a performance do patrimônio.


Embora errar seja natural do processo de aprendizado, é importante conhecer as falhas frequentes de quem entra no mundo dos investimentos. Ao estar ciente sobre elas e de como evitá-las, é possível aproveitar melhor o seu dinheiro e ter mais segurança ao investir.


A seguir, mostro 5 erros do investidor iniciante e o que fazer para impedir que eles aconteçam na sua trajetória!


1. Não montar a reserva de emergência

Muitas vezes, devido à empolgação de entrar no mercado financeiro, os investidores iniciantes começam a fazer aportes sem ter uma reserva de emergência. Esse é um erro que requer atenção, pois pode prejudicar a segurança e a continuidade da estratégia.


Na prática, a reserva de emergência corresponde a uma quantia disponível para cobrir imprevistos financeiros. Como o próprio nome diz, ela é usada em casos de emergências e situações atípicas, evitando o endividamento.


Para oferecer segurança, o recomendado é que ela tenha um valor equivalente a 6 meses do custo de vida, no mínimo. Além disso, é importante que a reserva seja investida em um produto ou ativo que possa ser resgatado a qualquer momento e que seja o mais seguro possível.


Uma alternativa para manter a reserva de emergência é o fundo Tesouro Selic Simples, do BTG Pactual digital. Desse modo, é possível garantir a disponibilidade financeira sempre que precisar, além de maior segurança.


Diante disso, o investidor iniciante deve contemplar a formação da reserva em seu planejamento financeiro. Afinal, ela consegue trazer maior estabilidade financeira em diversas situações, como a perda de emprego ou outros imprevistos.


Por outro lado, se o investidor escolhe diversificar os aportes desde o começo, sem esse montante, pode ser necessário fazer o resgate ou a venda antecipada de ativos. Com isso, é possível enfrentar condições desfavoráveis, incluindo a perda de dinheiro.


2. Focar na rentabilidade e se esquecer do risco

Outro erro comum ao investidor iniciante diz respeito à composição da carteira de investimento. Diante de tantas alternativas no mercado, é muito frequente que haja um foco excessivo na rentabilidade.


Isso acontece porque o investidor é seduzido pelos resultados e passa a desejá-los em sua estratégia de investimento. No entanto, essa maior atenção sobre a rentabilidade costuma estar atrelada a uma desconsideração do risco. Por consequência, as escolhas podem não ser adequadas.


É o caso de quem começa a investir em ações, fundos imobiliários ou até criptoativos por ter acompanhado algum retorno interessante. Nessa situação, é normal que o investidor acredite em um rendimento positivo constante, quando, na verdade, ele é fruto de oscilações e movimentos de mercado.


Sem entender essa questão, o investidor pode ser levado a resgatar os recursos durante as quedas do mercado, motivado pelo medo ou ansiedade. O motivo é que ele não estará preparado para a volatilidade dos investimentos e, com isso, é possível ter perdas financeiras.


Em vez de apenas mensurar o potencial de retorno, é preciso também entender o risco e a sua relação com o perfil de investidor. Considere, também, os efeitos de uma queda e o comportamento do investimento no passado, diante de oscilações.


3. Estimar uma rentabilidade irreal

Ter uma postura muito otimista diante da rentabilidade que pode ser obtida ao aplicar dinheiro é mais um erro recorrente. O motivo é que o investidor que ainda não tem muita experiência tende a projetar um retorno que, na prática, pode não se concretizar.


Isso acontece porque quem começa a investir agora tende a atrelar o resultado à própria capacidade de economizar, escolher investimentos e gerenciar a carteira. Todavia, a rentabilidade também depende de outros fatores que não estão sob o controle do investidor.


Diante disso, as projeções irreais podem causar frustração e levar a decisões incorretas ou mais arriscadas que o necessário. O otimismo em excesso, por sinal, pode estar associado à falta de conhecimento do que é, de fato, possível no mercado.


O megainvestidor Warren Buffett, por exemplo, tem uma carteira com rentabilidade média anual de 20%. O valor médio foi obtido com base no histórico de décadas e pode servir de referência.


Afinal, se uma pessoa projeta um ganho acima da média de um dos maiores investidores do mundo, é provável que existam erros na análise. Por isso, é fundamental que o investidor iniciante tenha humildade e cautela na estimativa inicial para chegar a valores realistas.


4. Pensar em produtos e não em alocação

Existe mais uma falha que costuma ser cometida por quem começa a investir: a atenção exclusiva em certos produtos ou ativos, de maneira individual. Normalmente, isso acontece quando o investidor iniciante tem uma visão distorcida sobre a formação da carteira.


Em uma analogia, é como se ele enxergasse o ato de investir como uma corrida de cavalo, na qual ele precisa escolher o vencedor. Nesse caso, representado pelo investimento que apresenta a maior rentabilidade.


Contudo, o mais importante é a alocação, ou seja, a forma como os recursos são distribuídos na carteira de investimento. Essa divisão faz a diferença, até porque estudos apontam que mais de 90% dos resultados do portfólio decorrem da alocação.


Sendo assim, é preciso planejar quanto investir em renda variável, em renda fixa e em seus diversos produtos e ativos. Em outras palavras, em vez de investir individualmente, você deve pensar na participação de ações, fundos imobiliários, ouro, dólar, títulos etc.


Como a distribuição é um fator gerador de rentabilidade, é necessário olhar seus investimentos como um todo e não produto a produto. Afinal, cada investimento tem uma função, colaborando com o resultado da sua carteira.


Leia também: Como montar uma carteira de investimentos ideal?


5. Escolher uma instituição financeira com atendimento deficiente

Não é apenas a escolha dos investimentos que afeta o resultado ou que pode motivar erros no investidor iniciante. A decisão da instituição que será utilizada para intermediar os seus investimentos também é fundamental, mas nem sempre é considerada.


É o que acontece quando o investidor se dedica a estudar estratégias e oportunidades do mercado financeiro, faz boas escolhas, mas seleciona uma instituição apenas pelo custo, por exemplo.


Ao deixar de avaliar outros fatores, o investidor pode enfrentar alguns problemas em sua jornada. Isso pode acontecer se você não avaliar o atendimento, pode não ter a quem recorrer se precisar esclarecer dúvidas.


Além disso, o horário de atendimento pode ser muito restrito. Nessa situação, provavelmente o investidor precisará sacrificar um tempo do próprio trabalho para resolver problemas.


É por isso que é indispensável buscar uma instituição financeira que tenha excelência no atendimento. Com o BTG Pactual digital você tem acesso ao atendimento 24 horas e pode tirar dúvidas a qualquer momento via telefone, e-mail ou chat.


Agora que você sabe quais são os erros do investidor iniciante, é fundamental atuar para evitá-los. Com esses cuidados, você terá mais segurança para fazer aportes e buscar melhores resultados em sua carteira.


Conhece alguém que está começando a investir agora? Compartilhe o post em suas redes sociais e ajude outras pessoas a evitar esses erros!



O conteúdo disposto neste artigo foi originalmente publicado no blog do BTG Pactual Digital, sendo toda a responsabilidade, direitos autorais e crédito devido a seus autores.


O mercado de investimentos é imprevisível e, por isso, uma boa chance de investir pode surgir a qualquer momento. Para tentar garantir o aproveitamento desses períodos, alguns investidores montam a chamada reserva de oportunidade.


Na teoria, essa estratégia poderia funcionar bem e até apresentaria diferenciais para quem deseja fazer o dinheiro render. Porém, uma reflexão aprofundada pode demonstrar que a alternativa não é tão interessante quanto parece.


Neste conteúdo, explico por que a reserva de oportunidade pode não ser a melhor escolha. Confira!


O conceito de reserva de oportunidade

Antes de avaliarmos se a reserva de oportunidade é ou não adequada, é preciso entender o que ela representa, na teoria. Primeiro, é preciso diferenciá-la da reserva de emergência, que funciona como um mecanismo de segurança para o caso de imprevistos financeiros e no orçamento.


Elas têm algumas semelhanças em sua estratégia, que consiste em deixar um montante aplicado em um investimento que seja líquido e seguro. Contudo, a intenção é diferente: nesse caso, a ideia é criar uma reserva de valor para fazer investimentos quando surgirem oportunidades.


Esse montante pode ser usado, por exemplo, em um período de queda do mercado. É o que teria acontecido com um investidor que usou sua reserva de oportunidade na queda da bolsa de valores provocada pela crise do coronavírus. Nessa situação, a aquisição de ações seria mais barata.


Leia também: 3 investimentos de baixo risco para sua reserva de emergência


Os problemas de utilizar a reserva de oportunidade

Para muitos investidores, faz sentido manter recursos separados, rendendo algum dinheiro, até que possam ser usados em oportunidades melhores. No entanto, considero que essa estratégia apresenta alguns problemas.


Veja os três principais:


Sub alocação durante a espera

Pensando no conceito da reserva de oportunidade, é necessário deixar o dinheiro investido em uma alternativa líquida e segura. Isso porque você precisará dos valores se surgir uma condição potencialmente favorável.


Entretanto, a medida exige que o montante permaneça mal alocado enquanto a oportunidade não aparece. Pense no exemplo do investidor que esperou a crise financeira de 2020 para entrar no mercado.


Ele teria ficado diversos anos fora do mercado e perdido a valorização ocorrida com o crescimento da bolsa. Lembre-se de que o avanço se manteve ao longo do tempo, sem uma grande queda no período.


Portanto, o investidor teria perdido a chance de receber dividendos e de explorar a valorização em relação ao que foi alocado inicialmente. Na prática, isso significa que há mais oportunidades perdidas que aproveitadas.


Essa sub alocação é problemática porque faz com que o retorno do portfólio de investimentos talvez seja menor, considerando o longo prazo. Então, ainda que você passe por uma situação positiva, poderá ter um retorno médio menor devido à espera pela oportunidade ideal.


Impossibilidade de prever o futuro

Como visto, a ideia dessa reserva é deixar o montante financeiro investido em outra alternativa até que apareça uma boa chance. Porém, em razão da imprevisibilidade do mercado, não há como saber quando essa oportunidade surgirá


Por exemplo, pode haver uma subida da bolsa de valores muito longa, sem perspectiva de queda. Enquanto isso, seu dinheiro estará em aplicações financeiras menos rentáveis, aguardando um momento que você não sabe quando ou, até mesmo, se acontecerá.


Afinal, não há como prever por quanto tempo ocorrerá uma subida, do mesmo modo que não é possível antecipar uma crise. Para completar, tentar adivinhar o futuro pode levar à perda de oportunidades de investir e acumular capital.


Imagine que o crescimento de mercado dure 5 ou 10 anos, mas você está aguardando uma queda para investir. Na prática, isso significa que você perdeu todo esse tempo de ganhos acumulados ao manter o dinheiro investido em uma alternativa menos interessante.


Dificuldade para reconhecer oportunidades

Na teoria, a reserva de oportunidade prevê que quem investe será capaz de identificar o momento de baixa para aproveitá-lo e, potencialmente, maximizar os ganhos. O problema é que essa identificação raramente acontece na realidade.


Isso se deve ao fato de que é fácil olhar para trás e reconhecer uma situação em relação às quedas e ao aparecimento de oportunidades. Todavia, na hora que elas acontecem, o processo não é tão simples de se identificar.


Dessa maneira, é difícil saber como utilizar a queda a seu favor porque, muitas vezes, não há como ter certeza de que o mercado está caindo. Principalmente, não é possível prever até onde ele cairá e qual será o menor valor alcançado.


Retornando ao exemplo da queda da bolsa causada pela pandemia, pense em um investidor que tinha uma reserva de oportunidade naquele momento e decidiu usá-la. Quando a bolsa passou de 120 mil pontos para 110 mil pontos, ele pode ter explorado o movimento com parte do dinheiro.


Depois, ao notar a queda até 100 mil pontos, poderia ter usado o que restou. Porém, a queda foi ainda mais acentuada, chegando a pouco mais de 60 mil pontos. Nesse caso, provavelmente o investidor não teria mais recursos para explorar a alternativa.


Por consequência, ele teria passado um tempo considerável sub alocado e, no final, não também não conseguiria aproveitar o movimento completo. Afinal, ninguém é capaz de saber qual é o ponto mínimo, para saber exatamente quando fazer investimentos.


Assim, a execução da reserva de oportunidade não acontece com tanta clareza ou com tanta eficiência e desempenho como seu conceito sugere.


O aproveitamento de oportunidades de investimentos

Embora acredite que a reserva de oportunidade não funcione tão bem na prática, isso não significa que o investidor não deve buscar e capturar boas chances que surgirem. A diferença é que penso não ser necessário dedicar tanta energia a criar e manter uma reserva de oportunidade significativa.


Em vez de focar somente nas quedas de mercado, pode fazer mais sentido buscar uma alocação que seja consistente com seu perfil de investidor. Nesse caso, há um aproveitamento da valorização ocorrida ao longo de todo o período de investimento.


Mesmo quedas aceleradas podem ser exploradas — apenas não dependem, necessariamente, da reserva de oportunidade. Tenha em mente que, com um bom planejamento financeiro, o investidor consegue manter seus aportes mensais.


Assim, se a oportunidade surgir, poderá usar esses recursos para aportar em condições melhores. Tudo isso sem precisar deixar o dinheiro sub alocado e sem tentar prever o futuro.


Como foi possível notar, a reserva de oportunidade pode não ser tão interessante para conquistar os resultados desejados. Em vez disso, unir uma estratégia de investimento sólida a um planejamento financeiro robusto pode ser a alternativa ideal.


Caso deseje aproveitar boas chances no mercado mesmo sem essa reserva, veja como encontrar oportunidades da bolsa diante da queda de ações!


André Bona:

Com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, ensinando milhares de pessoas a investirem melhor, Bona é professor, palestrante e parceiro de conteúdo do BTG Pactual digital.



O conteúdo disposto neste artigo foi originalmente publicado no blog do BTG Pactual Digital, sendo toda a responsabilidade, direitos autorais e crédito devido a seus autores.

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